terça-feira, 14 de março de 2017
Lançamento do livro "O som das estrelas caídas"
Conforme o evento vai se aproximando a ansiedade aumenta e a felicidade também. Agora só falam duas semanas para essa noite!
Acompanhem mais noticias na página no facebook: https://www.facebook.com/events/1928547120764923/
E na minha página de divulgação na mesma rede social: https://www.facebook.com/Idayanaborchardt/
quinta-feira, 9 de março de 2017
A grant chant
Os aldeões a chamam de
princesa confinada. Os mestres, de beleza desordeira. Para o bardo que vos fala,
minha égide. Meu grão de pó de estrelas. Minha fada de terno esplendor. Presa
em sua gelada torre de pedra, cantando tal como os rouxinóis nas manhãs de
primavera. Não mais liberta para caminhar entre o povo, desde um desvio
indelicado. Uma tentativa frustrada de amar a um plebeu apaixonado. Trazida de
volta, aprisionada, intocável. Teu quarto é teu universo e minha privação
desolada.
Quanto a mim, o pobre
enamorado, resta o alaúde e a distância entre o muro e ti. Igualmente preso, sigo
a cantar. Declarando-me ainda por ti
fascinado, dia-a-dia compondo canção a canção à minha musa do sorriso
iluminado. Sobre as flores que desabrocham
e secam e os verões que se findam, dedilhando até que a força deixe meus dedos.
Cantando até que a minha voz e melodias sejam suas, até que meus olhos repousem
sobre os seus. Uma vez mais.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
Aos pés de Moxuara
As vozes da floresta chamam
Por um canto lamurioso que nos narra
Pelos umbrais do passado percorridos
Das matas desbravadas e índios abatidos
Vidas perdidas em busca de lar a conquistar
Assoviando vens a esta terra chamando
Em tuas vestes brancas uma historia nos contar
Do nosso lar, nossas lendas a nos relembrar
De como um frade uma guerra parou
Ao mover uma rocha, na qual para sempre se sentou
Vens a cantarolar sobre os incêndios findados
Daquelas que pelas folhas a rastejar, o verde protegia
Cobras que ao fogo enfrentavam até apagar
Daqueles que pela escravidão não podiam celebrar
E suas faces com palha de bananeira tinham que ocultar
A luz do dia surge e já os sinto desvanecer
Só resta ao meu pássaro de fogo voar
E nas tuas mensagens entre o sol a me contar
Sobre um amor proibido e verdadeiro enfeitiçado
Sem toque ou fala, sob pedra confinados
Nesta canção de seres encantados
do pretérito momento de um povo a recobrar,
Eu como poeta, neste verso me revelo
Como Filha de Cariacica e dessa fonte me inspiro
na beleza dos contos, dessa terra de lutas sem par.
"Participei em 2016 com este poema do 4º Concurso estadual Semente Literária - João Bananeira, sendo uma das 95 selecionadas ao final, sendo publicada ao final no livro de mesmo nome do concurso. Foi uma experiencia muito bacana, porque nunca havia escrito nada sobre a cidade em que nasci e cresci, o que me levou a pesquisar e ler um pouco sobre mais sobre as lendas e folclore daqui: suas criaturas fantásticas e sobre lugares cheios de magia e histórias.."
terça-feira, 7 de fevereiro de 2017
Distintos, mas nunca separados
"Lobo: Ovelha, conte uma história
Ovelha: Houve outrora, um homem pálido com cabelos negros que estava muito sozinho
Lobo: Por que estava sozinho?
Ovelha: Tudo que existe, precisava encontrar esse homem, então, afastaram-se dele.
Lobo: Ele persseguiu tudo?
Ovelha: Ele dividiu-se em dois com um machado… bem ao meio.
Lobo: Para que ele sempre tivesse um amigo?
Ovelha: Para que ele sempre… tivesse um amigo."
Quando um jogo formula na história de um personagem uma poesia tão límpida, capaz de cativar e ficar sob minha pele. Não são versos meus, mas trechos da construção narrativa de um herói de mundos irreais tão sutil e e cheio de profundidade, capaz de arrastar para dentro de seus diálogos pessoais: a ovelha e o lobo.
"Kindred é o abraço branco do nada e o ranger de dentes no escuro. A caça e o caçador. O poeta e o primitivo; eles são um e são ambos"
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017
Nessa data que chegamos
Cada dia a qual você se levanta e consegue cumprir algo que planejou você obtêm uma pequena vitória. Mais um dia de aulas vencidos, mais um turno no trabalho finalizado, mais um capítulo daquele livro que esta adorando lido. Entender a relevância dessa máxima não foi algo em um estalar de dedos: foi algo que construí na minha mente ao longo de 27 anos nesse mundo maluquinho em que vivemos.
Não tenho casa própria. Não sou casada, muito menos uma cozinheira perfeita. Nunca ganhei grandes salários. Não consegui passar nos últimos concursos que fiz. Ainda não cheguei ao mestrado, mesmo que isso seja um objetivo. Mas me sinto plenamente realizada, o que alcancei até agora.
Hoje é meu aniversário e apesar da guerra civil lá fora. Apesar de eu estar quase sem grana no momento e provavelmente não receber nenhum presente hoje. Eu estou feliz.
Sou Idayana Maria Borchardt Leite. Pedagoga, estudante de música, escritora, filha do Antonio e da Teresinha, irmã do Wilhans, Jaqueline e Breno. Quase na minha terceira década de vida. Ainda viva. E ainda cheia de sonhos e planos.
Feliz Niver pra mim XD
terça-feira, 17 de janeiro de 2017
Hoje venho até vocês trazer novidades: Esta a versão final da capa do meu livro de poesias "O Som das Estrelas Caídas" que será lançado em março de 2017. Esta é uma grande conquista para mim e este livro trará uma compilação de alguns dos textos que já publiquei aqui no blog desde o seu inicio em 2015.
Em breve divulgarei mais informações sobre os eventos que farei para o lançamento ;)
Kisses
Ida, a Peregrina
segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
Versos a beira de Yggdrasil: Haakon e Niels
Era uma vez uma criança nascida na paz e outra, filha da guerra
Dois irmãos, filhos de mães distintas, confinados em reinos a parte
Um fruto de Midgard, o outro de Álfheim
Um que possuía a afeição dos Landvaettir, sendo protegido pelo gigante Bergrisi, das terras do Sul
guerreiro, príncipe da fúria e futuro rei
O outro, da beleza mais estonteante que o próprio sol, bastião da pura poesia e sabedoria entre todo o povo Ljósálfar. Um elfo e um humano atados a um futuro inconclusivo, onde um pai desconhecido mostra-se um deus e os conduz por entre mundos e reinos
entre dragões e feitiços, lobos e canções
Era uma vez dois meninos que tornaram-se homens e estão destinados a se encontrar..
quando e onde, é que ainda não podemos declamar.
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